Segundo matéria do jornal Hoje em Dia o prefeito de Juiz de Fora, Custódio Mattos, e seu filho, o vereador Rodrigo Mattos, ambos do PSDB, foram indiciados por compra de votos em inquérito sigiloso da Polícia Federal. Eles são suspeitos de distribuir dinheiro para eleitores em troca de votos na reta final da campanha de 2008. Naquela eleição, Custódio Mattos conquistou pela segunda vez o mandato de prefeito na disputa mais acirrada dos 853 municípios de Minas. Por uma diferença de 10.418 votos num universo de 378 mil eleitores, Custódio derrotou a ex-reitora da UFJF Margarida Salomão (PT). Alegando que possui foro privilegiado por prerrogativa de função e que o inquérito possui vícios, Custódio tentou se esquivar do indiciamento em pedido formulado para a Procuradoria Regional Eleitoral, do Ministério Público Estadual (MPE).
No entanto, a tentativa da defesa do prefeito tucano de protelar a tramitação do procedimento não encontrou acolhida na Justiça, apesar do MPE ter solicitado seu arquivamento. Por determinação do juiz Benjamin Rabello, relator do inquérito número 14.507 no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas, foi mantido o indiciamento de Custódio e Rodrigo Mattos. Além de corroborar com a PF, Rabello autorizou a prorrogação do prazo para conclusão da investigação policial por mais 90 dias, a contar a partir de abril deste ano.
O advogado Tarso Duarte de Assis confirmou o indiciamento de seus clientes, mas alegou que ele pode ser revertido, já que as investigações ainda não foram finalizadas. Sobre as acusações de compra de voto, Tarso Duarte disse que se trata de uma acusação absurda da oposição.
Prefeito
Em nota divulgada pela assessoria da Prefeitura de Juiz de Fora, Custódio afirma que as acusações contra ele e o filho não têm clareza, têm motivação política e são inverídicas, sem nenhum tipo de sustentação. Ele também declara que, "por falta de provas e diante de vícios no inquérito, o Ministério Público solicitou o arquivamento". A nota encerra dizendo que a investigação da Polícia Federal ainda não foi concluída e que a suposta denúncia será desqualificada no âmbito judiciário. Até o fechamento desta matéria, o vereador Rodrigo Mattos não foi encontrado para comentar o caso.


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