Apesar do aumento no número de casos de violência na cidade, a gravidade dos crimes não se tornou maior, segundo a assessoria de comunicação da Polícia Militar. o assessor da 4ª Região da PM, Major Sebastião Justino, garante que o índice de 8,02 crimes violentos para cada grupo de cem mil habitantes se equipara ao de países de primeiro mundo. Porém, pode-se notar a deficiência na política pública para esta área na cidade. Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura, quem responde pelo projeto Ambiente de Paz é a Secretaria de Obras (SMO). Já o subsecretário de coordenação e projetos da SMO, Francisco Cesário, informa que a secretaria cuida apenas do componente "base territorial", que define a instalação de novos postos policiais.
Major Justino afirma que Juiz de Fora é a terceira cidade mais segura do país e atribui parte dos números da violência local aos visitantes que vem de pequenos municípios da região. Segundo ele, essas pessoas não adotam as devidas medidas de autoproteção e acabam vítimas de roubos e assaltos. O assessor de comunicação da 4ª Região avalia que o efetivo de 1.473 policiais militares na cidade é compatível com o número de habitantes. Ele ressalta, no entanto, a necessidade de implantar uma nova companhia na Zona Norte da cidade, devido à extensão territorial da região. Mas diz que o remanejamento de policiais poderia atender à unidade, sem a necessidade de novas contratações.
Ele reconhece que a ação da PM não basta, destacando a necessidade de parcerias, inclusive com a prefeitura. Segundo Major Justino, as demais autoridades do município dão total apoio às solicitações da Polícia Militar. A assessoria da prefeitura informa que há um foco preventivo, incluindo pontos como melhoria da iluminação e da acessibilidade. O órgão informa também que, depois da reforma na Praça da Estação, prevista para começar no fim do ano, o espaço vai ganhar um posto com 190 PMs. Francisco Cesário acrescenta que, até dezembro devem estar prontos outros dois postos, nos bairros Benfica e Santa Cruz.
Drogas e gangues
A participação de drogas, como o crack, no aumento no número de homicídios é associada por Major Justino à desestruturação familiar. Segundo ele, se os pais não acompanharem os filhos, se tornando realmente responsáveis por eles, é difícil reverter a situação. "O problema crucial é a estrutura familiar e religiosa", resume o assessor de comunicação da 4ª Região da PM.
Outro aspecto importante da violência em Juiz de Fora é a atuação de gangues. De acordo com Major Justino, uma reunião entre os vários órgaos de defesa social da cidade foi feita para discutir a questão. Ele conta que a PM já mapeou as áreas de atuação dos grupos e identificou as lideranças de cada um deles. A intenção, conforme o assessor de comunicação, é implantar na cidade uma modalidade de policiamento comunitário já adotada em Nova Iorque, de forma que os líderes das gangues sejam responsabilizados por qualquer ação criminosa do grupo.


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