Um cientista nuclear que trabalhava na usina de enriquecimento de urânio de Natanz, no Irã, foi morto nesta quarta-feira (11) quando seu carro explodiu perto da Universidade de Sharif, onde lecionava. O engenheiro Ahmadi Roshan era vice-diretor para Assuntos Comercias da usina. A instalação de Natanz é o principal local de enriquecimento de urânio no país. Existem suspeitas de que um homem em uma moto tenha colocado a bomba no carro de Roshan. Esse é o terceiro cientista nuclear iraniano morto nos últimos dois anos.
O vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Rahimi, disse que o assassinato de cientistas do país não vai parar o progresso nuclear. “Aqueles que pretendem combater o terrorismo visam aos nossos cientistas, mas devem saber que eles estão mais determinados que nunca em avançar no caminho do progresso científico”, declarou Rahimi.
O programa nuclear iraniano é questionado por países ocidentais, como os Estados Unidos, e por países da União Europeia, de ter fins militares. O país é acusado de estar tentando produzir bombas atômicas. O Irã alega que seu programa nuclear tem fins civis.

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