A infraestrutura precária das unidades de atendimento e a falta de guias para encaminhamento de exames e prontuários foram algumas das queixas apresentadas na audiência pública da última quinta-feira (28), na Câmara Municipal, para discutir a questão da saúde em Juiz de Fora. O número insuficiente de vagas para pacientes e os baixos salários pagos aos médicos também estiveram em pauta. Embora não estivesse representada na audiência, a prefeitura divulgou as respostas em nota à imprensa.
A reunião atendeu a pedidos dos vereadores José Laerte (PSDB), José Mansueto Fiorilo (PDT) e José Tarcísio (PTC). "Os médicos têm que decidir os pacientes que vão ser atendidos e os que vão morrer, porque não existe vaga para todos", denuciou Fiorilo. O presidente do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão, comentou que os profissionais estão dispensando os cargos públicos devido à baixa remuneração e às más condições de trabalho.
Sobre a infraestrutura, a prefeitura informa estar investindo na reestruturação das unidades da Secretaria de Saúde, com reformas e ampliações de 12 unidades de atenção primária à saúde (Uaps), além da construção de outras cinco unidades de saúde (duas já teriam sido entregues), da sala de urgência do Hospital de Pronto Socorro (HPS), do Hospital Regional, com 250 leitos, das novas instalações da Subsecretaria de Vigilância em Saúde e da Policlínica de Benfica.


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