Ao contrário do que muitas pessoas possam pensar, o calor do verão e a diminuição consequente da água parada não é sinal para trégua no combate contra a Dengue, pelo contrário. Segundo a chefe do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (DVEA), Alessandra Mendonça, o perigo no verão é maior, justamente pelas condições climáticas. "O risco do aparecimento aumenta com o calor e com a chuva, pois favorecem o desenvolvimento da larva. Os cuidados devem ser redobrados", explica.
O período viável para o amadurecimento do ovo do Aedes aegypti é de até 450 dias. De acordo com Alessandra, um dos grandes vilões do verão são as piscinas, que, quando destampadas e fora de uso, são grandes focos da doença. "As piscinas tratadas com cloro e bem limpas não oferecem risco. Mas, aquelas ou com pouca água, são mais perigosas, principalmente se acumulam água da chuva", define. Para evitar, o conselho é tampar bem as piscinas.
DISQUE-DENGUE
O número de denúncias feitas através do Disque-Dengue (3690-7000) no período de 6 de dezembro até o dia 17, foi de 168, o que, conforme Alessandra, é um número expressivo e que reflete a participação popular. "A intenção inicial era para informar, mas acabou virando um centro de denúncias. Essa participação demonstra que a população está mais informada e també com mais medo."
Das 168 denúncias, a maior incidência recai nos vasilhames (garrafas pet, latas de alumínio, pratos de plantas) e lixo, com 56 comunicados. As poças de água em marquise, caixas d'água destampadas, terrenos baldios e obras abandonadas também foram citadas.
MUTIRÃO
Na próxima terça-feira, 21, os agentes de combate a endemia estarão no Bairro Nossa Senhora Aparecida. No dia 22, as localidades são o Linhares e Penitenciária. No dia 23, a região de Santa Luzia é o alvo das orientações.

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