Foto: Carolina Alzei
É grande o movimento nos cemitérios de Juiz de Fora no Dia de Finados. Apesar da previsão de chuva, o tempo contribuiu e, durante a manhã, os juizforanos puderam visitar o túmulo de parentes e amigos sem a necessidade do uso de sombrinha ou guarda-chuva. Somente no Cemitério Municipal são aguardadas, ao longo do dia, 60 mil pessoas.
Segundo o diretor do Cemitério Municipal, Anderson Stehling, as pessoas não terão dificuldade para encontrar os túmulos. “O movimento está grande, com o cemitério muito cheio. Mas temos um sistema informatizado na capela 5 e no escritório, locais onde as pessoas podem se informar. Além disso, instalamos banheiros químicos para possibilitar maior conforto aos visitantes”, informou Stehling, completando que além dos vigias do cemitério, nesta terça-feira a segurança conta com o apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal.
Às 10h, foi celebrada missa pelo arcebispo metropolitano dom Gil Antônio Moreira. Para ele, o Dia de Finados não é uma data de tristeza, mas um dia de meditação sobre a morte. “A morte vem para todos e precisamos estar preparados para este dia. Esta preparação é estar envolvido com Deus e sua palavra.” Durante esta terça-feira ainda acontecem outras missas no cemitério: às 13h, 15h e 17h.
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COMÉRCIO LAMENTA DIMINUIÇÃO DE VISITANTES
Há 40 anos morando no Bairro Poço Rico, onde fica o Cemitério Municipal, o comerciante Elvio Rodrigues Campos diz que notou uma queda no número de pessoas que visitam os túmulos no feriado. Trabalhando há 15 anos em uma padaria próxima ao cemitério, ele diz não esperar muito do movimento: “As pessoas perderam essa tradição. Sinto pelo esvaziamento das ruas e do próprio comércio”. O produtor rural Whashigtom Luís Jacinto concorda que o movimento não é mais o mesmo: “Há uns 10 anos, eu trazia dois caminhões de flores e vendia tudo. Hoje eu venho com meio caminhão e ainda sobra”, disse Jacinto, que está desde domingo, 31, vendendo crisântemos na porta do cemitério, lamentando que “chegava a vender quase R$ 8.000, agora não passa de R$ 1.500”.
Mesmo com essa diminuição, algumas pessoas ainda criam expectativa de lucro com a celebração da data. A artesã Neuza de Oliveira Ferreira aposta em suas flores feitas de borracha EVA. “Já vendi várias encomendas. Ontem (1º) fui embora mais cedo por causa da chuva, mas hoje pretendo vender bastante.”
OUTROS CEMITÉRIOS
No Parque da Saudade, o número de visitas deve chegar a 10 mil e, no Cemitério de São Pedro, são esperadas cerca de 3 mil pessoas.



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